Quicksilver é aquela romantasia viciante.
O livro conta a história de Saeris, uma ladra que faz o possível para esconder seu poder e sobreviver em um mundo cruel repleto de desigualdade.
Depois de quase perder a vida, ela é transportada para Yvelia, o reino dos feéricos, nos braços de um homem assustador e sombrio: Kingfisher.
Ela então começa sua jornada em um mundo que acreditava ser apenas um mito, tentando voltar para casa e salvar sua família.
Saeris é aquela protagonista forte, sarcástica e um pouco teimosa, que mostra desde o começo que tem um potencial enorme.
Kingfisher é o tipinho que amamos: um feérico alto, musculoso, tatuado, moreno, de humor cinzento e sarcástico e com um poder que destruiria o mundo por ela.
A dinâmica entre os dois é cheia de provocações, implicâncias e aquela tensão que vai crescendo aos poucos durante o livro. E, para ajudar, ainda temos Carrion, o ex de Saeris, adicionando ainda mais caos e provocação no clima entre os dois.
O livro tem aquela vibe clássica de romantasia: mundo enorme, magia, política e personagens bonitos tomando decisões questionáveis. Ele mistura elementos clássicos (aquela sensação de "mais do mesmo") com um sistema de magia próprio como a alquimia.
A autora apresentou um universo enorme, mas senti que explorou apenas uma pontinha dele.
Gostei muito do livro. A leitura fluiu super rápido, amei o universo, os personagens.
O final, porém... achei que os acontecimentos ficaram corridos demais. Muitas revelações foram jogadas de uma vez, com cenas que pareciam faltar desenvolvimento.
No geral é um bom livro de romantasia, universo fae, slow burn e personagens moralmente duvidosos além daquela tensão.
Informações
| Editora: Rocco| Autora: Callie Hart
| Páginas: 560